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Nova Trento saindo de Bombinhas: bate-volta de praia para serra

24 de agosto de 2026 · 6 min de leitura · Canto do Macuco, Bombinhas

Nova Trento saindo de Bombinhas: bate-volta de praia para serra

Quem fica muitos dias em Bombinhas chega a um ponto em que quer trocar a areia por algo diferente. Nova Trento é esse lugar: uma cidade no interior de Santa Catarina que reúne, num único dia de estrada, o Santuário de Santa Paulina, a paisagem fria de mata e morro e a mesa generosa da colonização italiana.

O bate-volta funciona bem para quem acorda cedo, tem carro e está disposto a passar o dia fora da orla. Quem chega ao santuário pela manhã, quando o movimento é menor, e aproveita a tarde de volta com parada em mirante, chega de volta a Bombinhas antes do jantar com a sensação de ter vivido dois dias num só.

O que é Nova Trento — e por que ela aparece no roteiro

Nova Trento é uma cidade do interior catarinense fundada por imigrantes italianos no século XIX. A herança aparece nos sobrenomes, nas casas de alvenaria antiga, na produção de vinho colonial e na cozinha de mesa farta. É uma cidade pequena, calma e de ritmo lento — o oposto exato da orla de Bombinhas em temporada.

O que a colocou no mapa para além da região foi o Santuário de Santa Paulina. Para quem não tem interesse religioso, Nova Trento também oferece o contraste de paisagem e gastronomia que o litoral não tem. As duas coisas juntas num dia de estrada fazem o bate-volta valer.

O Santuário de Santa Paulina

Amabile Lucia Visintainer, a Madre Paulina, nasceu na Itália e emigrou para Santa Catarina ainda criança. Aqui ela fundou a congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição e dedicou a vida ao cuidado dos pobres e dos doentes. Foi a primeira santa nascida no Brasil, canonizada em 2002, e o santuário em Nova Trento é onde ela viveu parte de sua história e está sepultada.

O conjunto arquitetônico é amplo e bem organizado, com espaço para a chegada de muitos peregrinos. Quem visita num dia de semana comum — fora de datas santas e grandes festas de calendário — encontra um ritmo bem mais tranquilo do que nos fins de semana.

O santuário surpreende até quem não foi por fé: a escala da obra, a história da mulher por trás dela e a paisagem ao redor justificam a ida por conta própria.

A visita não exige nenhuma vinculação religiosa. O lugar tem valor histórico, arquitetônico e cultural que faz muita gente parar mesmo sem o perfil de romaria.

Como organizar o dia — a sequência que funciona

O roteiro funciona bem saindo cedo de Bombinhas. A estrada é toda asfaltada e corta o interior de Santa Catarina por paisagens que nada têm a ver com o litoral: o relevo sobe, a vegetação engrossa e a temperatura começa a cair antes mesmo de chegar à cidade.

A sugestão é chegar ao santuário antes do meio-dia. A visita leva o tempo que o visitante quiser dar — há quem passe duas horas e quem ocupe a manhã inteira. Depois, o almoço no centro de Nova Trento ou nos arredores é a sequência natural: a cozinha colonial italiana está em vários pontos da cidade.

À tarde, a volta para Bombinhas pode incluir paradas: um mirante com vista para os vales, uma vinícola familiar à beira da estrada, um trecho de serra com vento frio. Quem não apressar o retorno chega a Bombinhas com tempo para o jantar.

Se você ainda está decidindo quantos dias separar para a região, o guia quantos dias ficar em Bombinhas ajuda a encaixar esse bate-volta no planejamento geral.

A comida colonial — mesa generosa e vinho rústico

A herança italiana em Nova Trento aparece com força na cozinha. A refeição típica é servida em abundância: massas caseiras, carnes assadas, conservas, embutidos, pão artesanal e o vinho colonial produzido nas encostas ao redor da cidade.

O vinho colonial merece atenção de quem não conhece. É diferente do vinho engarrafado a que a maioria está acostumada — mais rústico, muitas vezes adocicado, servido em garrafinha de meio litro ou em copo de requeijão. Não agrada a todo gosto, mas é parte da experiência e vale ao menos provar.

A refeição colonial não é rápida. Parte do prazer é comer devagar, com tempo. Quem entra com pressa perde o ponto — e sai sem entender o porquê de o lugar ser tão recomendado.

A serra no inverno — o que pega o visitante desprevenido

Quem sai de Bombinhas num dia de sol e não se prepara para a temperatura da serra leva susto. O interior de Santa Catarina pode estar bem mais frio do que o litoral no mesmo dia. Em pleno verão, a diferença já existe. No inverno, ela é marcante: dias de agasalho pesado em Nova Trento enquanto Bombinhas ainda está com temperatura de praia.

Levar uma jaqueta — ou ao menos um casaco — é regra básica, não precaução exagerada. A recomendação vale mesmo para quem visita em meses quentes.

A chuva também se comporta diferente na serra. No litoral, o tempo costuma fechar e abrir com rapidez. No interior, pode fechar e ficar. Se o plano inclui aproveitar a vista e passear pela cidade, sair com tempo bom e estar disposto a ajustar o roteiro é a postura certa.

Para os dias em que o tempo fecha antes mesmo de sair de Bombinhas, o guia Bombinhas com chuva — o que fazer dá boas alternativas para não perder o dia.

Para quem vale — e para quem não vale

O bate-volta para Nova Trento faz sentido se você:

  • Quer um dia de contraste real — sair da areia e entrar na serra
  • Tem interesse no Santuário de Santa Paulina por fé, por história ou por curiosidade
  • Viaja em família grande, onde nem todo mundo quer ficar na praia o dia inteiro
  • Está há vários dias em Bombinhas e quer variedade no roteiro

Não vale se você:

  • Tem poucos dias e cada hora na praia conta
  • Viaja com crianças pequenas que não toleram um dia longo de carro
  • Quer um roteiro exclusivamente de mar e areia

Para quem está chegando pela primeira vez e ainda está calibrando a logística da região, o artigo como chegar em Bombinhas tem as informações práticas de acesso que precisa.

De volta ao litoral — o jantar que fecha o dia

Depois de um dia de estrada, santuário e mesa colonial, o jantar de volta em Bombinhas costuma pedir leveza — um peixe fresco, um fruto do mar, o cheiro do mar ali do lado.

O Canto do Macuco fica na Praia de Mariscal e tem o salão fechado e aquecido para os dias mais frios do inverno — com mantinhas e caldo de entrada nos fins de semana por conta da casa — e o deck aberto de frente para o mar quando o tempo permite. Quem volta da serra com fome encontra ali a sequência natural do dia.

Perguntas frequentes

Nova Trento é longe de Bombinhas?

A viagem leva algumas horas de estrada — a ida e a volta no mesmo dia são viáveis, desde que a saída seja cedo. É um bate-volta que ocupa o dia todo, não uma escapada de meio período.

O Santuário de Santa Paulina tem horário de visita?

Sim, o santuário tem horários de funcionamento que podem variar conforme a época e os dias santos. Recomendamos confirmar no site oficial do santuário antes de sair de Bombinhas.

Precisa ser religioso para visitar o santuário?

Não. O santuário tem valor histórico, arquitetônico e cultural que justifica a visita independente de crença. Muita gente vai pela história da Madre Paulina e pela escala do conjunto arquitetônico.

O que comer em Nova Trento?

A cozinha colonial italiana é o forte da região: massas caseiras, carnes assadas, conservas e vinho colonial. A refeição é generosa e lenta — vá com fome e sem pressa.

Precisa de agasalho mesmo indo no verão?

Sim. A temperatura na serra pode ser consideravelmente mais baixa do que no litoral no mesmo dia. Levar ao menos uma jaqueta é precaução básica, mesmo em pleno verão.

Vale ir no inverno?

Vale, especialmente para quem gosta de frio e paisagem com neblina. O santuário é bonito com tempo fechado, e a mesa colonial fica ainda mais bem-vinda quando a temperatura cai.

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